O poeta é um tanto adivinho, um adivinho que prevê por observar.
Ele se alimenta de detalhes e constrói castelos em seu íntimo.
O poeta é feito de frustração, o poeta é completo.
O poeta tem essência e se alegra na melancolia.
Nem todo aquele que escreve é poeta, mas todos que observam,
Aqueles que se alimentam do exterior e conseguem transpirar tudo em palavras.
Palavras ditas, escritas, sentidas, faladas por um olhar.
O poeta é um eterno desconstruído. Muito pouco sabe de si.
Porque é um polígono de infinitas faces.
O poeta sofre ao poetizar quese sempre,
Mas ás vezes recebe poesias que nem parecem ser dele,
São poesias prontas e ele se assusta ao lê-la depois de escrever.
O poeta se descreve, o poeta descreve a essência.
Ao ponto de aquele que o lê se vê ali no poema.
E quem lê se torna um só com o poema.
Dois em um, um em um, mistura homogênea,
Certeza e essência, supresa e presença.
