quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Às vezes na vida


Às vezes na vida precisamos violentar nossos sentimentos para colher frutos racionais incertos. Às vezes na vida sentimos medo, sempre na vida respiramos.
Quase sempre na vida não escolhemos, metade de chance de ser escolhido, sempre no ser vivo o sangue circula.
Algumas vozes nos destroem, algumas outras nos atraem, poucas outras se perpetuam na mente daqueles que ainda respiram.
A terra é meu berço, o pó é meu eu, o fogo é metabolismo, o calor é meu eu, a água é essência, a água é meu eu, hidrogênio, oxigênio, meu sangue, o ar é carbônico, o ar é meu eu, o que me mantém.
Meu ser passageiro, meu corpo. Meu ser eterno, meus sentimentos, sentimentos parasitas que se apossam de mim e controlam o que sou.
A terra é força, a água tranqüilidade, o fogo é raiva, o ar é neutro. Suspiro, sentido, falta de sentido, vida, falta de vida, razão, emoção.
Palavras sepultadas no papel, sentimentos amargos, sentimentos mel, que se derramam de mim e se eternizam até que a página encontre seu fim, ou até que meu sangue, não mais circule em mim. 

21/09/10

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